Ater Mulheres: Projeto continua dando frutos e transformando vidas

Encerrado em 2017, o Projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural para Mulheres Rurais, ATER Mulheres, continua dando resultados até hoje. É o que nos conta a agricultora Margarida Severo Varela, conhecida como Guida, de 52 anos, residente na comunidade de Itabaiana, no município de Pureza/RN: “este mês foi muito bom pra mim, do dia 07 até o dia 21 nasceram 6 bichinhos. Eu fiquei muito feliz”, comenta ela, em mensagem encaminhada à equipe do Centro Feminista 8 de Março. 

Através do ATER Mulheres, o Centro Feminista atuou para o desenvolvimento da produção agroecológica nos territórios do Seridó, Mato Grande e Sertão do Apodi, atendendo diretamente um total de mais de 900 mulheres no Rio Grande do Norte durante dois anos. O Projeto era uma iniciativa do extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário e contava com assistência técnica, capacitações, elaboração de projetos produtivos e fomento para a realização dos projetos. Guida Recebeu fomento para a criação de ovinos e hoje ela segue multiplicando o rebanho e investindo em outras áreas. “No começo desse ano, no inverno, eu vendi 4 filhotes e pude arranjar um dinheirinho que eu investi, cultivei uma terra, plantei um roçado e posso dizer que é fruto das minhas criações”, comenta orgulhosa. 

Mãe de quatro filhos, hoje Guida mora com o marido, Francisco Canindé Varela, que é aposentado como agricultor, e a filha mais nova, Maria Aparecida, de 13 anos. Vivendo em uma comunidade pequena, de difícil acesso, com estradas precárias, sem sinal de telefonia celular, sem internet banda larga, a agricultora fala sobre o impacto do projeto em sua vida: “minha vida mudou. Mudou que eu me sinto mais dona de mim. Eu me sinto mais útil, mais gente. Tô muito feliz que hoje eu tenho minhas criações, eu nunca tinha possuído nada”.  

Questionada sobre o que mais gostava nas atividades do projeto, Guida relembra com saudade os aprendizados, as conquistas e o sentimento de união com as outras mulheres: “sinto muita falta das reuniões, a gente se juntava tudo pra conversar, era uma tarde muito boa, muito feliz”. 

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