Centro Feminista 8 de Março e ASA Brasil realizam a entrega de 2 cisternas da campanha “Tenho sede”

“Traga-me um copo d`água, tenho sede, e essa sede pode me matar”, assim inicia a canção escrita por Dominguinhos e Anastácia e eternizada na voz de Gilberto Gil. A música, que retrata a realidade da seca no semiárido brasileiro, serviu de inspiração para a campanha “Tenho sede”, pensada e viabilizada pela Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), em parceria com o Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC) e Ação Comum Justa Global (Misereor).

Na cidade de Mossoró, através da parceria com o Centro Feminista 8 de Março (CF8), duas cisternas foram construídas na comunidade “Sítio Senegal”. As entregas foram realizadas na tarde da última quarta-feira (9) pela responsável técnica Lindinalva Martins, que acompanhou todo o processo de viabilização e construção.

Lindinalva Martins (à direita) em roda de conversa com as mulheres. Foto: Wigna Ribeiro.

Na oportunidade, a técnica realizou uma roda de conversa com as famílias contempladas, fazendo uma espécie de resgate desse percurso e explicando os cuidados necessários para o gerenciamento da água das cisternas. “Me sinto muito feliz em entregar as cisternas para duas famílias que tanto precisam. É algo que proporciona muita realização e satisfação”, afirmou Lindinalva.

Regiane Aquino e Adriana Mikaele são as mulheres contempladas com a campanha. Ambas donas de casa e chefes de família, falaram sobre a alegria da chegada das cisternas: “Antes a dificuldade era grande, não tinha água. Agora não teremos mais esse aperreio, não vejo a hora da chuva chegar pra encher a cisterna”, afirmou Adriana.

Adriana Mikaele. Foto: Wigna Ribeiro.

“Agradeço muito a Deus por essa cisterna. Agora não vai ter mais aquela dificuldade pra ter água. Só esperar a chuva”, enfatizou Regiane.

Regiane Aquino e sua mãe, Maurina Aquino. Foto: Wigna Ribeiro.

Com uma atuação de mais de 20 anos, a ASA Brasil já construiu mais de 1 milhão de cisternas em toda a região Nordeste e no norte de Minas Gerais, beneficiando diretamente mais de 5 milhões de pessoas. Para muitas famílias, esses reservatórios são a única fonte de água, para beber e também para uso diário. Mais do que armazenar água, as cisternas são um meio de garantir autonomia e transformação da realidade para as famílias do semiárido brasileiro.

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