
Na última terça-feira (15), dentro da programação da Marcha das Margaridas, aconteceu entre as 14h00 e 16h00 o Tribunal de Mulheres em Resistência, um espaço ético-político de realização de denúncias das muitas violações aos territórios e corpos das mulheres do campo, da floresta e das águas.
O Tribunal possuía como juradas a Deputada Federal Célia Xakriabá; A jurista brasileira Deborah Duprat; A assessora da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional Maria Emília Pacheco e a advogada da Terra de Direitos Tchenna Maso.
Durante o Tribunal, a Marcha Mundial das Mulheres denunciou o impacto causado pelas transnacionais de energias eólicas aos territórios, com ênfase sobre a vida das mulheres e a destruição dos ecossistemas locais, militarização dos territórios, expulsão das comunidades dos seus territórios. Diante disso, foram enfocadas alternativas de convivência com o semiárido e proteção dos territórios organizados pelas mulheres. A fala foi realizada por Tatiana Muniz, pescadora e militante da Marcha Mundial das Mulheres.
A Marcha Mundial das Mulheres, assim como o Centro Feminista 8 de Março, não são contra as energias renováveis, mas sim contra o modelo que não respeita os territórios. Por esse motivo, a denúncia se faz necessária, para promover uma discussão sobre o assunto e alternativas viáveis de convivência com o semiárido.
Mulheres de outros Estados denunciaram outros tipos de violações, como o avanço da mineração sobre os territórios no norte do país (sobretudo na Amazônia); crimes ambientais como as queimadas e as derrubadas, dentre outras denúncias.
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