Centro Feminista e o Projeto DAKI: Contribuindo para a Transformação do Semiárido Brasileiro

O Centro Feminista 8 de Março (CF8) destaca sua contribuição para o estudo de caso intitulado “Mulheres redesenhando a vida e transformando o semiárido: A experiência de formação para a apropriação da tecnologia ‘água viva’ no Assentamento Palmares”. Este trabalho integra a coleção DAKI – Semiárido Vivo, que compila experiências significativas do Semiárido Brasileiro.

O Projeto DAKI representa uma oportunidade valiosa para explorar e sistematizar experiências locais. Os textos elaborados pelo CF8 enfocam práticas exclusivas do município de Apodi, no Rio Grande do Norte, analisando a “Descrição e análise da trajetória de mudanças no território” e os “Efeitos econômicos-ecológicos de inovações sociotécnicas” nos agroecossistemas de Osana, Laerte e Bráz.

Adriana Vieira, técnica do CF8 e coautora do texto, conta que o Centro Feminista contribuiu com esse processo de um estudo bastante profundo, que durou quase 2 anos, envolvendo visitas à casa e diálogos com a família. “O estudo fez com que a família percebesse o volume de trabalho doméstico e de cuidados que a mulher da família assume sozinha. Embora Osana — uma das personagens do estudo acompanhada pelo CF8 — tenha se envolvido em mais tarefas de produção no roçado e no quintal, o volume de trabalho doméstico não foi assumido por igual com a família, o que aumentou o tempo de trabalho dela em relação aos outros membros da família”

No geral, os estudos aconteceram em colaboração com agricultores, técnicos, pesquisadores e organizações de três semiáridos da América Latina, o projeto apresenta a Série Agricultura Resiliente ao Clima. Promovida pela Articulação Semiárido (ASA) por meio do Projeto DAKI – Semiárido Vivo, esta iniciativa traz à tona três cadernos de casos, que reúnem 55 experiências sistematizadas e 10 estudos aprofundados no Semiárido Brasileiro; Grande Chaco Americano e Corredor Seco Centro-Americano.

Esses materiais exploram inovações sócio-técnicas e seu impacto na promoção do Bem Viver, na convivência com o semiárido, na agroecologia e no fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas nos agroecossistemas da Argentina, Brasil, El Salvador, Honduras e Paraguai.

Os cadernos estão disponíveis em português e abrangem os seguintes territórios: Semiárido Brasileiro; Grande Chaco Americano e Corredor Seco Centro-Americano.

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