Dia Mundial do Meio Ambiente

No dia 5 de junho, nos posicionamos com firmeza: não há defesa do meio ambiente sob o domínio do capital. O modelo econômico que organiza a vida hoje, patriarcal, racista e capitalista, está baseado na exploração sem limites da terra e dos territórios.

Seguiremos travando a batalha contra o avanço do agronegócio, das mineradoras e das transnacionais que seguem devastando biomas, expulsando comunidades, envenenando a comida, destruindo rios, florestas e modos de vida.

As mulheres da Caatinga, organizadas em seus territórios e comunidades rurais, são parte fundamental na manutenção e recomposição da nossa biodiversidade e vegetação nativa. São elas que preservam sementes, que praticam o cuidado e solidariedade com a terra, que mantêm os saberes ancestrais vivos, que enfrentam cotidianamente a violência estrutural imposta por esse sistema.

Renovemos, assim, nosso compromisso com a preservação da Caatinga – bioma exclusivamente brasileiro – e de todos os biomas, reconhecendo a importância das mulheres e de todas as pessoas que trabalham incansavelmente pela proteção e cuidado com o meio ambiente.

Defender o meio ambiente é romper com o modelo capitalista de desenvolvimento. É lutar por soberania alimentar, por agroecologia, por territórios livres de violência, opressão e devastação.

Não há justiça ambiental sem justiça social. Não há transição ecológica sem o protagonismo das mulheres!

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