Autonomia, emprego e renda

Movimentos falam sobre autonomia econômica, emprego e renda

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Na mesa sobre autonomia econômica, trabalho, emprego e renda na
4ª Marcha das Margaridas vários movimentos sociais e sindicais rurais e urbanos debatem sobre a necessidade de autonomia econômica para as mulheres trabalhadoras rurais.

Verônica Santana, coordenadora do Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste (MMTR/NE) enfatizou a importância do trabalho doméstico, a necessidade dele ser socializado entre homens e mulheres, assim como entender que o doméstico também é produtivo. “A nós mulheres foi imposta uma árdua tarefa do trabalho doméstico além de ‘ajudar’ aos maridos [no roçado], mas temos que entender que o trabalho deméstico também é produtivo e respeitá-lo socialmente” finaliza Verônica.

Já Conceição Dantas, coordenadora nacional da Marcha Mundial das Mulheres, dialoga sobre o que significa discutir autonomia econômica em uma sociedade dominada pelo machismo e pelo neoliberalismo. “Falar de autonomia econômica é duelar com o modelo de desenvolvimento que hierarquisa o trabalho de homens e mulheres e nessa hierarquia transforma o trabalho das mulheres em invisível e desvalorizado”, entatizou Conceição.

Lea Marques, da Central Única dos Trabalhadores, aponta alguns dados  respeito da sobrecagra de trabalho doméstico na responsabilidades das mulheres. “Além de trabalharem fora de casa, as mulheres dedicam em torno de 27 horas semanais nas tarefas domésticas enquanto os homens dedicam apenas 10 horas durante toda a semana”, nos informa Lea.

Na mesa falou também a argentina Mónica Polidoro da Coordenação de Produtores Familiares do Mercosul (COPROFAM ) e Coordenanadora Nacional das Mulheres Argentinas. Mónica coloca a importância dos debates na Marcha das Margaridas para o Brasil, mas também para a América Latina, pois “reivindicamos o direito a água, a terra e o controle, por parte dos povos e não pelas empresas, dos recursos naturais em toda a América Latina”, finalizou a argentina.

À tarde a programação segue com a participação do filósofo e teólogo Leonardo Boff e lançamentos de publicação sobre a Lei Maria da Penha e outros temas relativos aos direitos das mulheres. Às 17h ocorrerá o lançamento do CD Canto das Margaridas e à noite um show, dedicado às Margaridas, da cantora baina Margareth Menezes.

Mais informações:

http://www.contag.org.br

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