Plenária estadual reunirá feministas potiguares da MMM em preparação para o 8 de março

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Na manhã desta quinta, 30, o Centro Feminista e a Marcha Mundial das Mulheres realizará plenária estadual reunindo mulheres dos quatro cantos potiguares a partir das 9h no centro de treinamento Seminário Santa Teresinha.

O objetivo da primeira plenária estadual da MMM é mobilizar e organizar as militantes para as atividades do 8 de março e do plebiscito popular por uma constituinte exclusiva e soberana para uma reforma política no Brasil.

A data do dia internacional da mulher, 8 de março, é dia de luta importante na agenda feminista. Conceição Dantas, coordenadora do Centro Feminista e da Marcha Mundial das Mulheres explica que: “fazemos questão de mobilizar e organizar as mulheres para irmos às ruas dizer à sociedade que não aceitamos o patriarcado e o neoliberalismo ditando as nossas vidas. Vamos às ruas pra dizer que nosso lugar é aonde queremos, inclusive na política. Por isto, neste ano, pautamos também o plebiscito popular da reforma política para que possamos construir ”.

O Plebiscito popular traz uma única pergunta: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?” A votação acontecerá entre os dias 1 a 7 de setembro deste ano. Porém, Adriana Vieira da Marcha Mundial de Mulheres, explica que “o maior desafio é mais do que arrecadar votos. É de fazer da preparação do plebiscito uma ação pedagógica, trabalho de base, em que se possa pautar e debater temas fundamentais para a construção do país que queremos. O país que queremos inclui a igualdade entre mulheres e homens.

Mas o que vem a ser esse plebiscito e uma constituinte exclusiva e soberana?

O plebiscito é a convocação dos cidadãos e cidadãs que, através do voto, podem aprovar ou rejeitar uma questão importante para o país. O plebiscito popular é uma forma democrática de consulta popular, antes de uma lei ser promulgada.

O avanço neoliberal nos anos noventa uniu vários movimentos de esquerda em plebiscitos na defensiva contra a ALCA, contra a privatização da Vale, por exemplo, e cabe a estes movimentos sociais uma retomada, desta vez, de ofensiva nas conquistas populares propondo uma reforma política que provoque verdadeiras mudanças na nossa sociedade.

Uma constituinte exclusiva e soberana é a realização de uma assembleia de representantes eleitos exclusivamente para a Constituinte pelo povo para modificar a economia e a política do país – na questão da pouca representatividade popular – e (re)definir o funcionamento do Estado na saúde, educação, mobilidade urbana, reforma agrária e urbana, democratização dos meios de comunicação, reestatização das empresas privatizadas.

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