Aquecendo os tambores: Plenária estadual da Marcha Mundial do RN rumo à 4ª ação internacional

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Foi dada a largada da 4ª ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres. As ações regionais de Tocantins e Minas já estão fazendo barulho. E as mulheres do RN seguem o ritmo, acompanhando o feminismo em movimento pelo Brasil e aquece seus tambores na plenária estadual que acontecerá amanhã às 9h no Centro Feminista 8 de Março. Além das mulheres do RN, a plenária contará com a participação de companheiras da MMM Ceará que também estarão conosco, em ação conjunta, encerrando a 4ª ação.

Desde a quarta, 15, as mulheres da região norte (Tocantins, Amapá e Pará) estão reunidas em Tocantins para fortalecer a luta pelo direito ao corpo e ao território, e pelo fim de todas as formas de violência contra as mulheres. E hoje já tem a mulherada de Minas Gerais que segue pra Varzelândia, região norte do Estado, rumo à V Marcha das Mulheres do Norte e além da passeata, contará com oficinas, palestras, debates, feira com produtos agroecológicos e atividades culturais. Os temas centrais a serem abordados serão mineração, agroecologia e reforma política e constituinte, aumentando a participação das mulheres e criando mecanismos para despatriarcalizar o Estado.

A 4ªação, itinerante e descentralizada, segue aqui no RN com as lideranças rurais, de juventude, da batucada feminista, da capital e dos municípios em geral, e as representantes do Ceará com presença para esta plenária de articulação das militantes que tem como objetivo fortalecer o debate do tema “Corpos e territórios: resistências e alternativas das mulheres”, em que a Marcha Mundial das Mulheres levanta denúncias dos projetos das grandes obras como o Perímetro Irrigado do DNOCS nas terras da Chapada do Apodi, como também a especulação imobiliária urbana e projetos de parque eólico em Tibau e em toda costa branca, pois estes tiram do campo quem produz alimentos sem agrotóxicos, ameaçam a pesca artesanal e prejudicam o desenvolvimento social do território. Esses projetos expropriam as mulheres dos seus locais de vivência e roubam seu cotidiano. Lutar contra esse tipo de desenvolvimento neoliberal é devolver às mulheres seu espaço.

Nas cidades, as mulheres jovens e adultas se deparam com a especulação imobiliária que retira as populações do meio popular, de sua construção histórica cultural, e concentra em ambientes de serviços urbanos precarizados. “A reocupação do espaço público e a construção de alternativas na vida urbana mercantilizada pelo capitalismo neoliberal é uma luta que tem pautado o movimento feminista, para isso é importante reafirmar nosso corpo, nosso território”, afirma Adriana Vieira, da MMM RN, que ressalta que as militantes também acompanharão através da comunicação em redes, ruas e roçados, fazendo coro a todas as ações e discussões dos outros estados e se mostra muito empolgada: “A nossa ação aqui do RN será a última, fechando a nossa 4ª ação internacional. É uma responsabilidade desafiadora que nos pede ousadia e, claro, alegria de, juntas e fortalecidas, gritarmos que seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!”.

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