Centro Feminista 8 de Março participa da 11ª Feira de EcoSOL e 22ª FEICOOP

IMG-20150714-WA0004Duas integrantes da assessoria técnica do Centro Feminista 8 de Março, Glisiany Plúvia e Micilene Vieira, participaram entre os dias 10 e 12 de julho da 11ª Feira de EcoSOL – Feira Latino Americana de Economia Solidária e 22ª FEICOOP – Feira Internacional do Cooperativismo, evento realizado Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, no município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A experiência foi um momento de aprendizados, articulação, avaliação e debates sobre economia solidária e economia feminista na América Latina.

Plúvia e Micilene participaram de debates e oficinas sobre os investimentos e os projetos para a economia solidária, com a presença de representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério das Comunicações. Participaram também da análise de conjuntura da economia solidária no Brasil, de intercâmbios sobre a articulação na América Latina, e de uma articulação para cursos de artesanato com couro e escama de peixe para mulheres do projeto “Entre a Terra e o Mar”, desenvolvido no Rio Grande do Norte pelo CF8 em parceria com o MTE. Durante as avaliações, o estado Potiguar foi reconhecido como um dos que mais está avançando em organização de economia solidária e feminista.

O secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES), Paul Singer, participou da abertura oficial da programação e recebeu das mãos das técnicas do CF8 o livro “Economia Feminista: mulheres rurais e políticas públicas” que apresenta a experiência do Centro Feminista 8 de Março e da Rede Xique-Xique com a mobilização e o trabalho de mulheres da região Oeste do Rio Grande do Norte.

A feira disponibilizou mais de 10 mil produtos da agricultura e agroindústria familiar, artesanatos dos povos quilombolas e indígenas e de grupos envolvidos com economia solidária e feminista. O evento foi coordenado pelo Projeto Esperança/Cooesperança. Durante os 3 dias de programação as representantes mossoroenses participaram de atividades para fortalecer as discussões das redes de cooperação da economia solidária e redes de economia feminista.

Glisiany Plúvia explica a importância de haver uma distinção entre os termos “economia solidária” e “economia feminista”: “essa foi uma das questões muito presentes que observamos neste evento. A economia feminista qualifica a economia solidária. Para a economia se qualificar ela tem que levar em consideração o trabalho das mulheres. O trabalho doméstico precisa ser reconhecido como uma economia, muitas vezes nós mulheres não podemos produzir tanto quanto os homens porque temos o trabalho doméstico que a sociedade nos impõe. A economia feminista é o reconhecimento disto”.

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