Virada Feminista Agroecológica e Cultural movimentará mil mulheres de Mossoró e região

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O Centro Feminista realizará junto à Marcha Mundial das Mulheres a Virada Feminista Agroecológica e Cultural, mobilização de encerramento da 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. Toda a equipe está integrada em toda a programação que acontecerá de 15 a 17 de outubro. Durante a programação, a Virada Feminista movimentará diretamente mais de mil mulheres de Mossoró e região.

Caravana Feminista Agroecológica

foto de Jackson Angell (1)

Serão 6 rotas percorridas em Patu, Caraúbas, Upanema, Tibau e Grossos, Apodi, Macaíba e São Gonçalo mostrando o que o feminismo tem a ver com a mudança de vida das mulheres em seus locais.

Na Associação Quilombola do Jatobá, em Patu, o destaque será o protagonismo das mulheres na conquista do título quilombola, na produção agroecológica a partir do Programa 1 terra e 2 águas, P1+2, da ASA em parceria com o Centro Feminista 8 de Março e o debate do feminismo antirracista. Em Caraúbas, a temática do Feminismo e Economia Solidária será apresentada a partir das experiências de hortas coletivas do assentamento 1º de Maio, a organização e gestão das mulheres nas associações comunitárias de Mariana e a Feira Feminista de São Geraldo.

O debate em Upanema será em torno do Feminismo e a Convivência com o Semiárido através das visitas aos quintais onde foram implementados o projeto Água Viva, de reuso de água cinza. Os filtros possibilitam que as mulheres reaproveitem a água da lavagem de roupa, da casa e de outras tarefas, para usar na produção de alimentos que consomem e comercializam na comunidade.

Já em Grossos e Tibau as mulheres acompanharão o trabalho das marisqueiras de Grossos e a organização das pescadoras, agricultoras e artesãs tibauenses no que chamam de luta feminista pela terra e pelo mar em que, atualmente, mais de 200 famílias de Lagoa de Salsa e Vila Nova I (Tibau/RN), junto à Ariza e Vila Nova II (Icapuí/CE) buscam o direito de continuar vivendo e produzindo em suas comunidades. A reintegração de posses destas terras é movida pelo interesse de vender a propriedade para a instalação de parque eólico.

A visita à Apodi passará por Caiçara, Palmares e Mansidão/Melancias para mostrar as experiências de quintais produtivos, beneficiamento de frutas e a resistência ao projeto do perímetro irrigado do DNOCS na Chapada. A auto-organização das mulheres com o feminismo e pela soberania dos territórios é fator determinante na produção agroeocológica se contrapondo ao agronegócio. Por fim, em Macaíba e São Gonçalo na comunidade indígena de Lagoa do Tapará o debate será sobre o feminismo e a luta indígena.

Seminário Corpos e Territórios: Resistências e Alternativas

Dia 17, toda a programação da 4ª ação será concentrada em Mossoró com o Seminário Corpos e Territórios: Resistências e Alternativas que ocorrerá no Ginásio Poliesportivo Pedro Ciarlini, no centro de Mossoró, e atividades em bairros populares e na praça da Catedral. O seminário debaterá as alternativas de auto organização, agroecologia, economia feminista e solidária, convivência com o semiárido que as mulheres criam para o enfrentamento do avanço do conservadorismo e de todas as opressões.

Ao meio dia, o seminário encerrará em um grande ato público colocando cerca de mil mulheres nas ruas de Mossoró para mostrar a força da auto organização feminista.

24h de Cultura Feminista

FotodeGuma (1)

Concomitantemente, no dia 17, as 24h de Cultura Feminista que se dará nos polos em bairros populares e no centro da cidade terá início às 6h, no Polo Margarida Alves, no bairro Nova Vida, sairá a bicicletada feminista circulando pelas ruas da comunidade, reafirmando que aquele território é de propriedade coletiva. Como uma ronda feminista a bicicletada vai dizer nas ruas percorridas:  Não à especulação imobiliária! Não ao tráfico e não ao controle militar. Em seguida, o programa Espaço Lilás será ao vivo com participação popular e às 10h, acontecerão as oficinas de rádio, stencil e redes sociais.

No Polo Romana Barros, bairro Lagoa do Mato, a programação começará às 13h com oficinas de batucada, fotografia e danças populares finalizando às 15:30h com um cortejo pelas ruas do bairro. Às 16h, no Polo Pagu, bairro Santa Delmira, haverá oficina de filtro dos sonhos e de poesia marginal culminando com o sarau Boca do Bueiro das Minas.

No centro da cidade, funcionará o Polo Frida Kahlo onde, a partir das 16h, terá início a Feira de Economia Feminista e Solidária e exposição fotográfica no Beco das Artistas. Às 18h a Batucada Feminista abrirá o palco dos shows musicais com artistas locais, regionais e nacional com a cantora Ellen Oléria.

Adriana Vieria, do CF8 e MMM, diz animada: “vai ter ocupação feminista no campo e na cidade com luta, com aprendizado e com a cultura que muda o mundo porque a gente constrói a mudança na coletividade. Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!”

Logo Virada Feminista

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