CF8 e Rede Xique-Xique realizam Intercâmbio do algodão agroecológico 

Aconteceu ontem, no assentamento Mulunguzinho, o intercâmbio do algodão agroecológico, realizado pelo Centro Feminista 8 de Março e pela Rede Xique-Xique. A atividade reuniu agricultores e agricultoras de Mossoró, Apodi, Baraúna e Serra do Mel, além da equipe da Rede Xique-Xique, CF8 e SEDRAF.

Pela manhã visitamos as áreas de produção de Manoel e Damião, e a área coletiva do Grupo de Mulheres Decididas a Vencer. Em seguida, aconteceu uma roda de conversa e troca de experiências sobre o cultivo do algodão agroecológico. À tarde, a discussão foi sobre o caderno de campo e o controle natural de pragas. Para a agricultora Nilda, de Baraúna, “nessas visitas a gente pode comparar com a nossa plantação e dá pra ver onde a gente errou, dá pra pegar umas dicas”. 

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Rede Xique-Xique, a Sedraf e a Justa Trama, e contempla 28 áreas de produção de algodão em 5 núcleos: Mossoró, Baraúna, Apodi, Serra do Mel e Assu. São aproximadamente 40 hectares ao todo. Estas famílias estão trabalhando com a variedade BRS Rubi.  “A Sedraf tem assumido um compromisso com a agricultura familiar através de várias políticas no sentido de fortalecer esse trabalho. Esse projeto do algodão é uma delas”, afirmou Alessandro Nunes, representante da Sedraf. 

A certificação será através do processo de certificação participativa. “Nós ficamos muito felizes em poder voltar a plantar o algodão, e era um desejo nosso que a certificação pudesse ser participativa, que já é uma realidade para estes agricultores e agricultoras e para nós da Rede. Estamos muito felizes por isso também”, comentou Neneide Lima, da Rede Xique-Xique. O algodão será comercializado para o estado do Rio Grande do Sul, para a cooperativa de mulheres que produz roupas, a Justa Trama,  que trabalha na confecção de roupas ecológicas. “

O CF8 acompanha a produção de algodão através do ATER Agroecologia e do Ater Mulheres.

“O resgate da cultura do algodão é muito importante para estas famílias porque durante muito tempo essa cultura fez parte da economia do estado e da vida dessas pessoas. E a assessoria técnica é essencial nesse processo, através da agroecologia, que nos permite uma construção coletiva. A gente não chega impondo um método, a gente agrega e valoriza os saberes dos agricultores e agricultoras”, explica Paula Cristina, da equipe do ATER do Centro Feminista 8 de Março. 

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