Bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga está presente no Nordeste e no norte de Minas Gerais, ocupando cerca de 11% do território nacional. Seu nome vem do Tupi-Guarani: “caa” (mata) + “tinga” (branca), que significa “Mata Branca”.
É o bioma semiárido com a maior biodiversidade do mundo, reunindo cerca de 5.667 espécies entre plantas, mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes, sendo 4.500 espécies de plantas, das quais 318 são endêmicas (ou seja, existem apenas nesse bioma).
No Rio Grande do Norte, aproximadamente 90% do nosso território é composto pela Caatinga.
Além de sua riqueza natural, a Caatinga contribui diretamente para o equilíbrio climático ao capturar carbono (CO₂) e ajudar a reduzir os impactos das mudanças climáticas.
Apesar de sua importância, é o terceiro bioma mais desmatado do Brasil. Preservá-la é essencial para conter a desertificação, proteger a biodiversidade e garantir sustentabilidade.
A preservação da Caatinga também passa pelo protagonismo das mulheres do semiárido. Ao longo dos últimos quatro anos, o CF8 desenvolveu o projeto Caatinga Viva Pelas Mãos das Mulheres reunindo agricultoras do Rio Grande do Norte e da Paraíba, mostrando, na prática, como cuidar do território.
Entre as ações desenvolvidas estão a preservação de sementes crioulas, a proteção das abelhas como polinizadores naturais e a campanha ao incentivo a recuperação de áreas em desertificação com doação e plantação de mudas nativas.



