Mobilização popular

Mobilização popular paralisa projeto do agronegócio em Apodi

Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Apodi recebe comunicado da Presidência da República informando a paralisação provisória do projeto de irrigação da Chapada do Apodi.

No dia de ontem, 27, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi, Edilson Neto, recebeu da Presidência da República o comunicado sobre a paralisação do Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi.

O Projeto de Irrigação é coordenado pelo DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca) e visa desapropriar cerca de 13 mil hectares de mais de 150 famílias que habita as terras apodienses há mais de 100 anos, regido pelo Decreto 00-01 de 10 de Junho de 2011.

Desde a assinatura do Decreto a população apodiense começou a se mobilizar e buscar forças dentro e fora do município, fazendo uma forte aliança com os movimentos sociais como a Marcha Mundial das Mulheres, Comissão Pastoral da Terra e várias outras organizações e movimentos que compõe o FOCAMPO (Fórum do Campo Potiguar).

Em Julho de 2011 Apodi foi palco de uma mobilização de cerca de 2.000 pessoas advindas de todo o estado e, inclusive, do Ceará. A mobilização visava publicizar os problemas que tal projeto traria para a região, tais como, expulsão de homens e mulheres do campo para a periferia das cidades vizinhas, escassez de água em Apodi, desapropriação de terras da agricultura familiar para beneficiar 5 empresas do agronegócio, além de desorganizar a produção orgânica da região.

Em agosto do mesmo ano as mulheres, por iniciativa da Comissão de Mulheres do STTR, começaram a enviar cartas direcionadas a Presidenta Dilma, pedindo a revogação do decreto de desapropriação. “No início de Dezembro as trabalhadoras rurais começaram a receber as respostas do Planalto em suas próprias casas”, é o que afirma Francisca Lima (Kika) coordenadora da Comissão de Mulheres.

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Kika externa sua tamanha felicidade ao receber a resposta de Dilma no dia 12 de dezembro, quando a mesma participava da Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, em Brasília, a qual Dilma também esteve presente.  “Senti que nós mulheres fomos ouvidas pela nossa presidenta, escrevemos muitas cartas, fomos muitas vezes nos Correios colocar carta das centenas de mulheres que escreveram de próprio punho para Dilma. Aqui já temos uma demonstração de vitória”, fala Kika entusiasmada.

Já no mês de Dezembro a Comissão de Mulheres e a Marcha Mundial das Mulheres procuraram a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte para a produção de um vídeo sobre o impacto do projeto na agricultura familiar e na vida das pessoas de Apodi. O vídeo tem duração de 9 minutos e tem como produtoras Adriana Vieira e Francisca Lima.

A mobilização popular continua sendo o melhor caminho para construir uma sociedade onde todos e todas possam ser ouvidos, respeitados e iguais. A luta dentro de um ambiente de governos progressistas também se torna mais eficaz, pois estes têm mais abertura para ouvir e dialogar com os movimentos sociais. “Esperamos que o Governo Dilma continue com abertura e diálogo entre os movimentos sociais” finaliza Edilson Neto, ao receber o comunicado.

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