A nossa luta é todo dia: MMM no Grito dxs Excluídxs

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Pela décima nona vez, o Grito dxs Excluídxs vai às ruas de Mossoró no dia 7 de setembro levantando bandeiras de luta por justiça social. Depois de meses de preparação com formação, pré-gritos nas comunidades de Jucuri e Belo Horizonte e trazendo as realidades vividas por cada sindicato e movimento social da cidade, mais de 200 pessoas gritaram por saúde, educação, transporte público, terra, água, igualdade e vida ao som da Batucada Feminista e do Movimento Pau e lata.

Este ano, com o tema: “Juventude que ousa lutar constrói o projeto popular”,  diversos sindicatos e movimentos se fizeram presentes, dentre eles, a Frente mossoroense contra a privatização da saúde, Movimento Pau de Arara, Marcha Mundial das Mulheres, MST, Coletivo Pegobeco, Cáritas Mossoró, Pastoral Operária, comunidade de Jucuri. A pauta de um/uma era pauta de todxs, o que contagiou a população que assistia aos desfiles do sete de setembro, em especial quando a palavra era: “Quem não pula quer Rosalba”.

A Marcha Mundial das Mulheres, com a irreverente batucada feminista, puxou gritos contra o machismo, a homo/lesbofobia, afirmando a luta de todo dia, ecoando o “Se não tem ônibus a gente para” do Movimento Pau de Arara e em defesa da Chapada do Apodi: “Vamos lutar e resistir pela Chapada de Apodi” o coro repetido em diversas vezes durante o trajeto do Grito fazendo referência à resistência dos camponeses e camponesas ao projeto do DNOCS que pretende expulsar mais de 800 famílias e suas produções agroecológicas das terras da Chapada em benefício de cinco empresas do agronegócio, pauta que está sempre presente nas manifestações.

A militante da marcha, Gilvaneide Filgueira,que participou do Grito dxs Excluídxs pela primeira vez, fala da importância da batucada feminista dando ritmo e voz aos gritos: “Foi bonito ver as pessoas ouvindo e até concordando com a gente. O Grito é um espaço misto, mas convergente nas lutas. Que bom que a marcha está no grito e o grito está na marcha”.

Em avaliação do Grito dxs Excluídxs deste ano, Carlos Antônio, presidente do SECOM, diz que o movimento se consolida a cada ano como espaço de “referência nas lutas por um país verdadeiramente independente, livre das desigualdades. Conseguimos dar o nosso recado contra as opressões que sofremos” e, continua: vamos continuar gritando.”.

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