Projeto ATER Mulheres realiza oficinas de formação

Na última terça, 17, na cidade de Felipe Guerra/RN, aconteceu a primeira oficina de formação do projeto ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural) Mulheres. Além de debater com as mulheres a importância de se ter uma renda própria, foi discutido as relações de poder entre homens e mulheres e como isso se manifesta na família e na sociedade.

Cerca de 45 mulheres inscritas no programa estiveram na oficina de formação. Cheias de expectativas e desejos, muitas afirmaram que tem como objetivo a expansão da agricultura família na comunidade, como também, almejam adquirir conhecimento para que haja a autonomia financeira, fazendo assim com que deixem de depender dos seus maridos e que também não seja mais necessário sair da cidade para comprar alimentos. “Quero aprender a cuidar das plantas e dos animais para que seja possível a existência da troca de alimentos entre eu e as companheiras da comunidade”, explica uma das beneficiárias.

O programa ATER Mulheres é executado pelo CF8 (Centro Feminista 8 e Março) em parceria com a Diretoria de Políticas para Mulheres Rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário e tem como objetivo realizar assessoria e assistência técnica junto a mulheres rurais do Território Sertão do Apodi, fortalecendo sua auto-organização, a produção de alimentos para o autoconsumo e comercialização do excedente através da agroecologia e da economia solidária, bem como, contribuir com o acesso das mulheres no mercado de trabalho.

“O projeto tem entre os seus objetivos, além de incentivas as atividades produtivas das mulheres, fortalecer o processo de auto-organização em grupos, provando que e possível a autonomia das mulheres”, afirma Gabriele Sousa, funcionária do CF8.

A RECREAÇÃO: a socialização do trabalho do cuidado

Para que não haja empecilhos na ida das mulheres às oficinas, o projeto disponibiliza profissionais com o intuito de cuidar das filhas e filhos das agricultoras enquanto estas participam dos espaços de formação.

  “É muito complicado sair de casa quando não há alguém que fique com os meus filhos, pois o meu marido sempre está na roça, fazendo com que qualquer saída de casa se torne uma grande preocupação”, desabafa dona Maria.

A parte da recreação é um espaço lúdico e educativo, onde as crianças tem contato com a música, o teatro e ao mesmo tempo constrói brincadeiras que promova a igualdade entre mulheres e homens. Em forma descontraída as crianças resgatam brincadeiras populares da região, descobre a importância de da participação comunitária e aprendem a importância do cultivo de hortaliças e a criação de animais para a construção da soberania alimentar.

A recreação infantil é uma conquista das mulheres rurais, sendo o estado se responsabilizando pela reprodução enquanto as mulheres conquistam o espaço público. Neste projeto as mulheres experimentam a socialização do trabalho e do cuidado.

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