Reflexões Feministas: mulheres construindo economia solidária – para baixar

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Na economia capitalista, com a desigualdade mantida pela prioridade do lucro, da propriedade privada e da alienação, a economia solidária se coloca como alternativa coletiva junto ao feminismo e à auto-organização das mulheres no enfrentamento e resistência ao modelo hegemônico do capital patriarcal. “REFLEXÕES FEMINISTAS: MULHERES CONSTRUINDO ECONOMIA SOLIDÁRIA”, organizado por Adriana Vieira, Camila Paula e Conceição Dantas traz três artigos que costuram o debate em torno das demandas para que a construção de outras relações sociais de trabalho, gênero e economia sejam possíveis.

Em um primeiro momento, o texto “A INTERDEPENDÊNCIA DAS ESFERAS DA REPRODUÇÃO E PRODUÇÃO NA PRODUÇÃO DE INDICADORES: REFLEXÕES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DAS MULHERES RURAIS NO SERTÃO DO APODI”, das autoras Conceição Dantas e Renata Moreno, apresenta uma análise inicial de dados relativos ao trabalho das mulheres da região Oeste do Rio Grande do Norte, especificamente do território Sertão do Apodi, reconceituando o trabalho a partir das tarefas realizadas majoritariamente pelas mulheres como fator que permitiu a construção de análises e indicadores capazes de avaliar as configurações da desigualdade de gênero, de modo a orientar a elaboração de políticas geradoras de igualdade.

O segundo artigo, “A ECONOMIA SOLIDÁRIA E AS TEORIAS FEMINISTAS: POSSÍVEIS CAMINHOS PARA UMA CONVERGÊNCIA NECESSÁRIA”, de autoria de Isabelle Hillenkamp, Isabelle Guérin e Christine Verschuur, problematiza o papel da economia solidária para a autonomia das mulheres: as mulheres encontram na economia solidária um caminho para a emancipação ou a solidariedade entre elas, muitas vezes pobres, acaba reproduzindo os mecanismos da sua própria exploração?

Seguindo a lógica do entrecruzamento da economia solidária ao feminismo, o texto de Miriam Nobre, “ECONOMIA SOLIDÁRIA E ECONOMIA FEMINISTA: ELEMENTOS PARA UMA AGENDA” aponta práticas da economia solidária exercidas em uma sociedade capitalista e patriarcal na organização de uma agenda de atividades de qualificação, financiamento, autogestão e comercialização em que os grupos de mulheres da economia solidária organizam suas demandas de políticas públicas para as diferentes esferas de governo com o desafio de expandir o domínio do público criando relações diretas e circuitos econômicos autônomos em cada território e entre eles.

Desta forma, o livro nos faz compreender que o fio dos caminhos entrecruzados da economia solidária e do feminismo requer visibilizar e refletir as práticas sociais compreendendo a interdependência das esferas da reprodução e produção na produção, a convergência necessária e pensar uma agenda comum:“Que as reflexões organizem a prática e a prática, as reflexões para que todas sejamos livres!”

Baixe o livro completo: http://wp.me/a12KTQ-128

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