Seminário Feminismo, economia e política, discute a realidade de Apodi!

Durante os dias 28 a 30 de agosto de 2012, aconteceu o Seminário Internacional “Feminismo, economia e política: desafios e propostas para a igualdade e autonomia das mulheres” realizado pela SOF – Sempreviva Organização Feminista.  Autonomia e a centralidade da discussão da produção do viver foram os temas considerados centrais da luta feminista que propõe uma transformação estrutural na sociedade, que alcance a vida de todas as mulheres.

O tempo e o trabalho das mulheres são utilizados como se fossem recursos inesgotáveis para sustentar o atual modelo, mas isso não é considerado parte da economia. Os debates feministas sobre trabalho colocam a necessidade de ampliar a noção de trabalho como forma de se ampliar também a compreensão sobre o que é economia, para além daquilo que é monetarizado, comprado e vendido no mercado.

Na América Latina, a economia feminista se consolidou como uma ferramenta de análise fundamental para um campo do movimento de mulheres que organiza sua agenda de lutas em torno do feminismo anti-capitalista, construindo uma abordagem que enfoca a necessidade de mudanças globais para garantir transformações na vida das mulheres. Não há como conquistar autonomia e erradicar a violência sem avançar globalmente na questão da igualdade e, para isso, é fundamental articular políticas para a autonomia econômica que passam por políticas de socialização do trabalho doméstico e de cuidados.

O Seminário teve como objetivo contribuir para aprofundar nossas reflexões sobre os desafios e propostas para a construção de políticas e processos de transformações que sejam geradores de igualdade e autonomia para as mulheres.

Na programação tivemos mesas de debates com temáticas relacionadas às teorias que orientam nossas ações e elaborações feministas e anticapitalistas, com enfoque na economia feminista e no debate sobre a divisão sexual do trabalho. Discutimos também os avanços, limites e desafios das políticas para as mulheres na América Latina e Caribe, tendo como horizonte elaborações e propostas para políticas de igualdade.

Nas mesas temáticas do encontro tivemos a contribuição de nomes internacionais como: Antonella Picchio (Itália), Helena Hirata (França), Magdalena Leon (Equador), Alba Carosio (Venezuela), Corina Rodríguez Enríquez (Argentina) e nacionais: Miriam Nobre (MMM), Andréa Butto (MDA), Bila Sorj (UFRJ), Maria Lúcia da Silveira (Socióloga), Tatau Godinho (SPM).

As participantes do RN foram seis (6), Conceição Dantas, Elisângela Bezerra, Francisca Lima, Rejane Medeiros, Tereza Freire e Marília Gabrielly. A luta das mulheres de Apodi foi pautada com emoção e solidariedade de todas as companheiras da MMM. “Não adianta conquistarmos direito a terra e ao crédito, quando o capital avança no campo e o agronegócio reconstrói sua força por dentro do nosso governo e ameaça todas as nossas conquistas com a conivência  de quem deveria nos proteger”  Kika- vice-presidente do STTR-Apodi.

“As mulheres de Apodi dão lição de muita coragem, fecha as porteiras para o agronegócio e para o DNOCS, mais precisamos da solidariedade e da força de todas as mulheres do Brasil e da America Latina”, Rejane Medeiros-CF8.

Como resultado desta discussão, Apodi foi incluído na Agenda da campanha contra as transnacionais e de discussão de uma nova ação de solidariedade da MMM a ser debatida na reunião da executiva.

 

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