Militantes feministas viajam hoje pra Fortaleza em encontro paralelo à Cúpula dos BRICS

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15 jovens da Marcha Mundial das Mulheres de Mossoró, RN, estão a caminho de Fortaleza, no Ceará, onde acontecerá de segunda a quarta, 14 e 15, um encontro paralelo a VI Cúpula dos BRICS, evento que reúne os/a chefes de Estado dos países que compõem o chamado bloco emergente da economia: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O BRICS é o maior bloco emergente da atualidade. Os países componentes desse bloco caminham para serem possíveis potências econômicas mundiais em 2050, caso mantenham o atual ritmo de desenvolvimento econômico. O encontro no Brasil pretende fortalecer as relações econômicas, comerciais e financeiras entre os países BRICS, já que, dentre outras negociações, estará na pauta da reunião além da criação de um banco de desenvolvimento multilateral, o financiamento de investimentos em áreas estratégicas de infraestrutura, tais como no setor energético nos cinco países.

A organização e encontro das sociedades civis dos BRICS tem o objetivo de fortalecer alianças de lutas contra o modelo de desenvolvimento econômico marcado pelo saqueamento dos territórios e violações de direitos de diferentes ordens. Nesse cenário a Cúpula dos BRICS deve ser tomada como fato político que mobilize para construir visibilidade e estratégias de aproximação e diálogo entre os movimentos com a sociedade.

Conceição Dantas, da MMM e também uma das palestrantes do encontro diz que: “Nós da Marcha estamos cientes da importância de uma movimentação desde Fortaleza, entretanto, pensamos que esse processo deve extrapolar os movimentos e organizações locais, para uma construção mais ampliada em nível nacional, com capacidade de articulação internacional”.

Para as mulheres da MMM, o encontro de civis paralelo a Cúpula do BRICS é o momento para denunciar mais uma vez as ofensivas do capitalismo patriarcal contra a natureza, os direitos das trabalhadoras, o controle sobre o corpo e a vida das mulheres. Adriana Vieira, da MMM, explica que: “a intenção é trazer maior qualidade às nossas denúncias e alternativas às estruturas que organizam o atual modelo e incidir sobre o modo como têm se processado a política externa brasileira e os jogos políticos e econômicos daí resultantes”.

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