Marcha Mundial das Mulheres convoca mulheres a participarem do 21º Grito dos excluídos e das excluídas

GritoDosExcluídos2015

Dia 7 de setembro é a data em que se “comemora a independência” do Brasil. Mas nós acreditamos que nosso país só será independente quando o nosso povo for livre das desigualdades sociais e injustiças. Neste 7 de setembro, o grito das/os excluídas/os traz o tema: “Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome?” Como forma de dar o nosso grito de indignação e fazer mobilização popular, somos CONVOCADAS a estar nesta segunda-feira, 7 de setembro, às 7h da manhã ao lado do ginásio Pedro Ciarlini ensaiando para sair em marcha, pois a batucada vai à frente do Grito com os batuques e palavras de ordem mostrando que as mulheres são da luta e que só mudaremos nossas vidas se mudarmos o mundo e só mudaremos o mundo se mudarmos nossas vidas!

O grito das/os excluídas/os é um movimento de articulação nacional que teve início em Mossoró, a primeira cidade do Brasil onde o grito foi organizado. Participam do grito: a Marcha Mundial das Mulheres, Sindicato dos Comerciários, Movimento LGBT, Centro de Referência em Direitos Humanos da Universidade Federal Rural do Semiárido, Pastoral da Juventude, Levante Popular da Juventude, entre outros sindicatos e movimentos.

Adriana Vieira, da Marcha Mundial das Mulheres fala sobre a importância da participação das mulheres nesta atividade: “As mulheres são as excluídas entre os excluídos, porque tem uma desigualdade que as mulheres vivenciam na realidade brasileira, desde desigualdades salariais, quando as mulheres estão ocupando a mesma função, a não socialização do trabalho doméstico, o que faz com que elas não só trabalhem mais, como também que tenham menos autonomia sobre suas vidas; a própria violência é um tema que tem que ser considerado nesse dia, porque é uma realidade que as pessoas sabem o que acontece, mas não tem intervenção sobre isso”.

Adriana explica também que este não é só um momento de apontar os problemas, mas uma forma de buscar alternativas: “É uma forma de ir para as ruas para mostrar a realidade, mas também mostrar que tem alternativas e ao mesmo tempo fazer um diálogo com a sociedade, de que os problemas que as mulheres enfrentam não são responsabilidade só delas, mas uma responsabilidade da sociedade como um todo, porque se nós temos uma sociedade onde as mulheres não avançam, o país também não avança, o município não avança. Então é um pouco disso, de apresentar os problemas, apresentar as alternativas, e ao mesmo tempo fazer com que a sociedade se sinta parte da mudança da vida das mulheres”.

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