ATER Mulheres Mato Grande se encerra com a esperança de seguir na produção e na luta

DSC_0086

Cerca de 50 mulheres do Mato Grande estiveram presentes no encontro de encerramento do ATER Mulheres da região. Representantes dos municípios de João Câmara, Bento Fernandes, Pureza, São Miguel do Gostoso, Touros e Poço Branco avaliaram o projeto e apontaram as forças e dificuldades que enfrentaram para produzir nos seus quintais e na auto organização de luta por direitos a partir da política executada pelo Centro Feminista 8 de Março.

Entre as dificuldades, as mulheres apontaram a atual conjuntura e o pouco acesso a mais políticas públicas para as mulheres. No território, a maior barreira foi a comunicação, a distância entre as comunidades e o processo de convencimento das mulheres para se auto organizar e participar ativamente das decisões nas associações, na vida política local.

DSC_0172.JPG

No entanto, a construção do projeto produtivo e o fomento que possibilitou comprar os animais e as rações foi somada à aprendizagem de fazer os defensivos naturais, o aproveitamento da água, os cuidados com os alimentos saudáveis, sem agrotóxico, e a luta pelos direitos das mulheres. Simone da Silva, de Pureza, diz que: “a gente foi entendendo o que era pra fazer, como era pra fazer. E o melhor de tudo foi a gente pensar e conseguir um pouco da nossa independência financeira e os conhecimentos dos nossos direitos. Muitas mulheres nem conhecia a lei Maria da Penha, por exemplo, a importância do trabalho que faz em casa e muitas outras coisas. Em grupo a gente sente que não está só”.

Além das técnicas de produção e de convivência com o semiárido, outro ponto bastante ressaltado pelas mulheres foi a realização de intercâmbios. “O intercâmbio foi uma aula tão interessante. A gente trocou experiências e aprendeu na prática. Lembro da visita na associação só de mulheres, sem intromissão de marido. As mulheres unidas podem muito, né?” afirmou Lourdes de João Câmara.

DSC_0113

 

Maria Josélia, de Bento Fernandes, destaca que: “Antes, tudo que vinha, diziam que era para família, mas era tudo pros maridos. Sendo que quando vem direcionado pra nós mulheres nos proporcionam mais autonomia”. Esta percepção não é à toa. Apenas comprova a necessidade e a importância de políticas públicas voltadas especificamente para mulheres. A atuação de ATER Mulheres deixou frutos de auto organização, produção agroecológica, convivência com o semiárido e luta por direitos e autonomia na região do Mato Grande.

DSC_0261

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s