Centro Feminista convida para programação de 25 de novembro, dia de não violência contra a mulher

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Nos últimos dias, diversos casos de violência contra a mulher têm se destacado na mídia mossoroense. Casos de feminicídios e de violência que, ao serem publicizados, tem causado grande revolta e comoção por parte da sociedade, apontam para a necessidade de se fazer o enfrentamento à violência contra as mulheres. Sabendo que a luta das mulheres pela igualdade e contra a violência é todo dia, o Centro Feminista 8 de Março somará força na construção e participação da programação do 25 de novembro, Dia Internacional de Não Violência à Mulher.

Desde 1981, a partir do Primeiro Encontro Feminista Latinoamericano e do Caribe, em Bogotá, que o 25 de novembro é o Dia Internacional da Não Violência à Mulher. A data se deu em memória das irmãs Mirabal, três militantes que foram brutalmente assassinadas pela ditadura militar de Trujillo, na República Dominicana, em 25 de novembro 1960. E em Mossoró, há 15 anos, junto ao Centro Feminista 8 de Março e Marcha Mundial das Mulheres, o Grupo Mulheres em Ação realiza a Marcha das Lanternas Lilás, com uma caminhada que denuncia a violência contra as mulheres pelas ruas do bairro Nova Vida, um dos bairros com maior incidência de violência e feminicídios na cidade. Este ano, além da marcha, se somam à programação um seminário e audiência pública.

Dia quinta, 23, às 9h, no Plenário da Câmara Municipal de Mossoró, o mandato popular da vereadora Isolda Dantas realizará a audiência pública: Combate à Violência Contra a Mulher. Na ocasião serão discutidas ações e políticas de enfrentamento à violência e de acolhimento às mulheres.

No sábado, 25, o dia começará às 7h com a Marcha das Lanternas Lilás, em que as mulheres carregarão lanternas artesanais, apitos e farão memória às mulheres assassinadas e agredidas, pelo bairro Nova Vida. Após a caminhada, ocorrerá, na sede do Grupo Mulheres em Ação, o Seminário Alerta Feminista: o Feminismo contra o Neoliberalismo que abordará a perspectiva internacionalista da luta das mulheres contra a força do capital na imposição de retrocessos de direitos e avanço do conservadorismo. O seminário será de 9h às 15h.

Sobre as atividades, Glisiany Plúvia, do Centro Feminista, Mulheres em Ação e Marcha Mundial das Mulheres, explica: “Não vivemos dentro de uma bolha. A retirada de direitos e o aumento das forças conservadoras potencializam a violência sobre nossas vidas e nas nossas comunidades. Por isso, além de marchar para dizer que estamos em alerta contra o machismo que nos bate e nos mata, também estaremos de olhos abertos para as investidas do capital por meio das empresas transnacionais e grandes projetos que, junto ao patriarcado, retroalimentam relações de poder desiguais e mantém a opressão sobre nós todos os dias”.

Todas as atividades da programação em alusão ao 25 de novembro serão gratuitas e abertas à participação popular.

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