Mulheres no IV ENA: Como as águas, mais fortes quando juntas

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É trazendo de suas regiões os rios da vida das mulheres na Agroecologia que, com muita música e força, a plenária das mulheres abre a programação do IV Encontro Nacional da Agroecologia (ENA) na quinta, 31 de maio de 2018.  Na mística de abertura, as mulheres carregaram os rios com suas trajetórias de luta agroecológica e memoram o crime contra o Rio Doce. As mais de mil mulheres do campo, da cidade, das águas, das florestas e povos tradicionais de todo o Brasil, presentes na plenária, fizeram a limpeza simbólica dos rios. E em defesa da democracia, também falaram da liberdade de Lula e justiça para Marielle.

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A atividade reuniu ribeirinhas, benzedeiras, camponesas, indígenas, agricultoras urbanas, pescadoras artesanais e quilombolas, dentre outras, para fortalecer participação das mulheres nos outros espaços de debate no evento. Na coordenação da Plenária, Beth Cardoso, do GT de Mulheres da ANA, e Conceição Dantas da Marcha Mundial das Mulheres e Centro Feminista 8 de Março, animaram e costuraram as falas das mulheres dos diversos movimentos de mulheres que constroem e afirmam que: “Sem feminismo não há agroecologia”.

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“Resgatamos nesse processo as histórias das mulheres na agroecologia para dizer que somos memória viva da agroecologia”, diz Beth Cardoso. “É como sempre dizemos. As mulheres são como as águas, quanto mais se juntam, mais força elas têm. Temos resistido contra o agronegócio e o capital como a mesma força das águas”, completa Conceição Dantas.

 

Maria Emília, da coordenação da Articulação Nacional da Agroecologia (ANA), afirmou que, em uma sociedade tão movida pelos insumos fósseis, a agroecologia está construindo outras alternativas no país. “Nosso sistema alimentar depende fundamentalmente da agricultura familiar, camponesa e indígena com comida de verdade. Não há desabastecimento de quem está perto de quem produz”. E continuou sua fala dizendo que as mulheres estão sempre na vanguarda, nas lideranças e na defesa dos bens comuns.

 

Sem feminismo não há agroecologia!

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A plenária foi um espaço importante para as mulheres exigirem seus direitos à igualdade e à liberdade, inclusive dentro da agroecologia. “Pode produzir sem veneno, mas, se tem machismo e violência, não é agroecologia. É preciso visibilizar o trabalho das mulheres, ampliar a nossa voz nas ruas, nas rádios e nos movimentos. Enfrentamos o machismo em todos os espaços”, pontuou Lucineia, do MST.

 

“Vamos radicalizar a democracia, construindo o poder popular na nossa casa, no movimento, instalando, nesse ENA, um território de liberdade. Nós estamos declarando: contra o racismo, o patriarcado, o capitalismo, contra qualquer imposição sobre nosso desejo e nossa capacidade de amar, nós estamos em fúria feminista!” comentou Miriam Nobre, em meio a palmas, indignação e muita força, fechando o momento de falas dos movimentos que constroem o ANA.

 

No plenário, as mulheres trouxeram experiências e histórias pessoais, de suas regiões e trabalhos. Elas compartilharam suas pautas para a agroecologia, para o feminismo e para a política. Com esta união durante a plenária e durante todo o ENA, as mulheres rumam para outra sociedade, em defesa da terra e das águas, livre de machismo, racismo, veneno, mineração, golpes e ataques à democracia e aos direitos sociais.

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