Da escola ao quintal, do quintal à escola: estudantes e agricultoras pensando e construindo a convivência com o semiárido

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Através do projeto de Sistema de Vínculos da ActionAid, o Centro Feminista realizou um intercâmbio entre adolescentes da Escola Municipal Maria Gorete, da cidade de Upanema, à comunidade de Monte Alegre, zona rural do município, para conhecer a experiência do reuso de água, ideia que estudantes e professores desejam colocar em prática para gerir melhor a água disponível na escola.

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18 estudantes, 9 fazem parte do Sistema de Vínculo, e 2 professores da escola Maria Gorete visitaram as casas de Dona Alvani e Itacíria para saber como surgiu a ideia e também para ver como funcionam, passo a passo, os filtros de reuso de água. Eles nunca tinham visto um quintal produtivo e ficaram encantados tanto com a diversidade do cultivo, com o funcionamento das tecnologias e por saberem que foram as próprias mulheres que construíram. Atila Suellen, de 11 anos, que já viveu na zona rural e, hoje, vive na zona urbana, expressou bem todo o encantamento da turma: “Nossa, me apaixonei novamente pelo rural. Eu não sabia que era tão lindo e que dava pra fazer tanta coisa!”

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Ainda no mesmo intercâmbio, os estudantes foram até à Escola Municipal do Assentamento Nova Vida, e lá conheceram a experiência de reutilização de pneus velhos que se transformaram num parquinho para que as crianças pudessem brincar. “Ver as coisas na prática estimula muito os alunos e alunas. O intercâmbio foi uma rica experiência e injeção de ânimo pra eles saberem que existem muitas possibilidades de viver melhor onde a gente vive. Acredito que estão ainda mais empolgados pra fazer o reuso de água e a reutilização de materiais na escola”, diz o professor Antônio Luiz de Oliveira.

Sobre o intercâmbio, Ana Paula Martins, do Centro Feminista 8 de Março, afirma que: “Foi importante destacar que a parceria com a ActionAid também contribui para que as mulheres possam se organizar e, a partir daí, construir alternativas de convivência com o semiárido na região, e que isso tem a ver com os trabalhos que fazemos nas escolas.” É assim, da escola ao quintal e do quintal à escola, que se alimenta o aprendizado coletivo e se pensa e constrói a convivência com o semiárido.

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