Nosso corpo, nosso território: mulheres do RN lutam contra o agronegócio e grandes obras

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Foto de Jackson Angell

CORPOS E TERRITÓRIOS: RESISTÊNCIAS E ALTERNATIVAS

O 8 de março, dia internacional da mulher, é para nós um dia de visibilizar as bandeiras de nossas lutas de todos os dias: contra a violência sexista, contra a exploração da classe trabalhadora, por direitos a terra, saúde, educação, segurança, igualdade e autonomia de nossas vidas.
Assim como acreditamos que nossos corpos são nossos territórios, o local onde vivemos também nos pertence porque é onde produzimos e nos desenvolvemos. Com o tema “Corpos e territórios: resistências e alternativas das mulheres”, a Marcha Mundial das Mulheres, aqui no Rio Grande do Norte, levanta denúncias dos projetos das grandes obras como o Perímetro Irrigado do DNOCS nas terras da Chapada do Apodi, como também a especulação imobiliária urbana e projetos de parque eólico em Tibau e em toda costa branca, pois estes tiram do campo quem produz alimentos sem agrotóxicos, ameaçam a pesca artesanal e prejudicam o desenvolvimento social do território. Esses projetos expropriam as mulheres dos seus locais de vivência e roubam seu cotidiano. Lutar contra esse tipo de desenvolvimento neoliberal é devolver às mulheres seu espaço.
Nas cidades, as mulheres jovens e adultas se deparam com a especulação imobiliária que retira as populações do meio popular, de sua construção histórica cultural, e concentra em ambientes de serviços urbanos precarizados. A reocupação do espaço público e a construção de alternativas na vida urbana mercantilizada pelo capitalismo neoliberal é uma luta que tem pautado o movimento feminista, pra isso é importante reafirmar nosso corpo, nosso território.
Ao mesmo tempo, por sermos contra este modelo de exploração da vida, nós da Marcha Mundial das Mulheres:
Seguiremos em marcha com a luta pela reforma do sistema político para que seja popular, anti racista, anti machista e anti lgbtfóbica;
Por uma política econômica que assegure os direitos da classe trabalhadora: nenhum direito a menos;
Contra a concentração de terras e de bens naturais e para que não sejamos reféns do mercado financeiro e de empresas transnacionais;
Em marcha também contra a violência sexista e dos conflitos armados, contra a exploração, apropriação e mercantilização dos corpos e trabalhos das mulheres
ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES!

#2015Feminista

2015 é um ano de muita movimentação feminista: A Marcha Mundial das Mulheres está organizando a sua 4ª ação internacional que acontecerá de 8 de março a 17 de outubro com atividades em todos os estados. Em agosto, a Marcha das Margaridas, com trabalhadoras do campo e da cidade, percorrerá Brasília para construir um país mais soberano, sustentável, democrático, justo e igualitário para todas e todos. Em novembro, a Marcha das Mulheres Negras caminhará denunciando o racismo e sexismo que incidem sobre as negras, reivindicando e pautando seu protagonismo político.
Porque sabemos que auto-organizadas somos fortalecidas como sujeitas políticas construindo com força mundial, em aliança com os movimentos sociais que compartem nossa luta anticapitalista, antipatriarcal, anticolonialista e por uma sociedade baseada nos valores da solidariedade, liberdade, igualdade, justiça e paz.

Veja o nosso Informativo para o 8 de março:

https://centrofeminista.files.wordpress.com/2015/03/boletim-8-de-marc3a7o-ok.pdf

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